Divórcio
   
Paquera, namoro e
dor-de-cotovelo
   
Sintomas da depressão
   
Como reagir à ingratidão
   
A sexualidade feminina dentro de um presídio
   
Comportamento Caça e caçador
   
Mãe, o lado feminino de Deus
   
Horóscopo
   
A química do sexo
   
 
 
 

 



A SEXUALIDADE FIMININA DENTRO DE UM PRESÍDIO

Durante um período, ministrei uma série de bate-papos sobre psicologia dentro de um presídio feminino na capital paulista. Confesso que aprendi com elas muito mais do que as ensinei e a explicação para isso é justificável: a perda da liberdade desencadeia atitudes inesperadas, revelando facetas desconhecidas da personalidade. E foi num desses encontros que uma jovem abriu seu coração a ponto de emocionar a todos, e no exemplo dela, escrevi sobre a homossexualidade feminina.  

O deserto
Distantes dos familiares, dos filhos, e diferentes dos homens que recebem as visitas íntimas, muitas moças são abandonadas também pelos companheiros. Desamparadas, se deprimem e passam a viver de lembranças. O isolamento e a falta de convívio com o sexo oposto agem como um fermento em seus sentimentos, aumentando a dor da solidão.

Relacionamentos afetivos
Comparada à força das águas de um rio, a libido é uma poderosa fonte de energia. Porém, quando bloqueada, vaza pelas alternativas. E isso, ocorre entre essas mulheres. Angustiadas pela rejeição, e sentindo o instinto sexual ser asfixiado, acabam buscando apoio nas companheiras. Uma amizade mais estreita se inicia, confidências são partilhadas aumentando a autoestima e unindo-as ainda mais, até sentirem que o relacionamento virou um refúgio. Reprimida, a natureza feminina “cria” o elemento “masculino” preenchendo as carências de ambas. O exemplo do rio faz se realidade: as águas abrem frestas por onde fluem, dando vazão ao impulso. Desse jeito, muitas experimentam o homossexualismo.
 
Final
Ao término do bate-papo concluí que, os anseios humanos independem de lugar, tempo, ou circunstância, e que se manifestam de forma surpreendente. Assim, a jovem que, segundo suas próprias palavras: “achou em outra mulher o que nenhum homem havia lhe dado”, encontrou o caminho do amor. O brilho dos seus olhos ofuscava o preconceito e dispensava opiniões, apenas diziam que foi desse modo.

Nota: Esse artigo não as generaliza, apenas relata um fato específico.

José Antonio Sespedes
Autor do livro: Depressão, um beco com saída...
 
www.outonos.com.br

.