Vida a Dois
   
A música na cura da depressão
   
Quando a insensatez transforma os filhos em pequenas malas
   
Por que nossos sonhos não se realizaram?
   
No aconchego do lar ou no caos do desentendimento
   
Para encontrar a outra metade
   
Obesidade e depressão
   
Olhai os lírios do campo
 
 
 

 

 

OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO

Quem durante a vida não sentiu medo de não ter o necessário para sua subexistência e de seus familiares? Confesso que varias vezes senti, e ainda hoje há momentos, em que começo a preocupar-me como se tivesse de resolver sozinho problemas que dizem respeito à sobrevivência material durante o período de permanência no planeta. Isto observado sob o ponto de vista de quem vive de acordo com o mundo, é perfeitamente normal e até louvável. Porém, visto aos olhos da espiritualidade é sintoma de falta de fé, resultante de pouca compreensão das leis que dirigem a vida...

O problema tem início quando nossa mente começa querer interferir no curso dos acontecimentos; a interferência pode ser de duas maneiras: uma delas, é querer fazer tudo sozinho, tirando conclusões antecipadas e errôneas dos fatos, não dando o tempo necessário para as coisas se acomodarem por si só; agindo na ilusão que podemos fazer algo por nós mesmos. A outra maneira é ficar inativo, "rezando”, esperando que caia do céu; nessa linha de pensamento corremos o risco de ficarmos à míngua, e cairmos na ilusão que esse seja nosso verdadeiro destino e nada podemos fazer, pois, trata-se da vontade superior...
A hipertrofia e a atrofia são extremos da ação e da não-ação.
Individualista!

Observando os lírios do campo, notamos a perfeição de suas vestimentas, provando que existe uma inteligência suprema implícita agindo em tudo.
Nem sempre no trabalho procuramos nosso melhor; fazemos por fazer, indiferentes, e às vezes até de má vontade, e depois nos lamentamos com os resultados desfavoráveis decorrentes da falta de qualidade das nossas obras.Ao passar por dificuldades financeiras, antes de sairmos nos queixando, seria melhor fazer uma análise sobre como estamos nos comportando, se temos competência suficiente, e principalmente, se colocamos amor naquilo que fazemos, seguindo o exemplo dos lírios do campo que apesar da aparente insignificância é feito com estrema perfeição. Não será essa falta de dedicação o motivo de nosso marasmo financeiro?

Apesar de toda a crise existente no tempo atual, sempre haverá uma forma de sermos úteis no mercado de trabalho, nossa competência, aliada ao amor naquilo que fazemos, é um forte argumento, uma força que se juntará à perfeição atuante na natureza.

No inicio de nossa jornada espiritualista é bem provável que possa parecer dificílimo trabalhar com amor, onde as injustiças são brutalmente visíveis, mas não estamos analisando o mundo e sim, uma realidade superior que independe dos fatores temporais.O exemplo dos lírios é um convite a uma nova maneira de agir para suprirmos as necessidades da vida material, buscando a qualidade, e tendo a provisão como conseqüência...

José Antonio Sespedes
Autor do livro: Depressão, um beco com saída...
 
www.outonos.com.br

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