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COMPORTAMENTO CAÇA E CAÇADOR
Dentre os animais, macho e fêmea cumprem o importante papel de dar continuidade à espécie, o acasalamento se da no período do cio onde a natureza sinaliza à fêmea através do instinto...
Entre os humanos, o principio é o mesmo, porém com uma enorme diferença, além do instinto, a inteligência e o livre arbítrio somados ao emocional provocam sentimentos imprevisíveis...
Nem sempre o casamento, ou outro tipo de união, representa o início de uma família...
Muitos casos, não passam de uma paixão temporária ou pior, uma simples aventura, e o rompimento é inevitável.
Mas, independendo do ocorrido, toda separação deixa uma seqüela, e isso coloca ambos em estado de desencanto. E, em alguns casos, traumatiza.
Um paradoxo se formou: homem e mulher, criaturas complementares, que dificilmente vivem sozinhos, passam a procurar companhia e quando encontram, recordando o passado e com medo de uma nova decepção, ficam na superfície do relacionamento.
O amor precisa cravar suas raízes; o convívio ‘dia após dia’, tece vivências como um tear entrelaça os fios criando uma nova textura... E nas uniões efêmeras, isso fica impraticável.
Daí, se da uma verdadeira maratona, trocando a qualidade pela quantidade, homens e mulheres, iludidos, andam feitos: caça e caçadores, atrás de algo que depois de “abatido” e “degustado” com avidez, acaba gerando mais frustração e ansiedade em ambos.
Extraído do livro: Depressão, um beco com saída...
José Antonio Sespedes
Autor do livro: Depressão, um beco com saída...
www.outonos.com.br
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